terça-feira, 14 de junho de 2011

Gastronomia

Arroz Integral com Bananas e Manteiga de Amendoim

Categoria: Acompanhamentos
Culinária: Angolana
Rendimento: 5 porções

Ingredientes:

• 2 bananas médias
• 380g de arroz integral
• 1/2 xícara de chá de manteiga de amendoim
• 350ml de suco de tomate
• 4 tomates médios cortados em pedaços
• 3 cebolas pequenas, fatiadas
• 2 pimentões verdes, fatiados
• 1/2 xícara de chá de óleo de amendoim
• sal e pimenta do reino à gosto

Preparo:

• em uma panela, coloque o arroz e o suco de tomate juntamente com 450ml de água. Ferva até borbulhar em fogo alto. Tampe a panela, reduza para fogo baixo e cozinhe até o arroz estar no ponto (aproximadamente 45 minutos)

• frite a cebola e os pimentões em uma frigideira com metade da quantidade do óleo de amendoim, até que a cebola esteja translúcida. Tempere com sal e pimenta a gosto e frite por mais 1 minuto. Misture a manteiga de amendoim com 50ml de água e mexa muito bem. Adicione essa mistura e os pedaços de tomate na frigideira e mexa bem por mais 3 minutos. Reserve

• coloque o restante do óleo de amendoim em uma outra panela e corte as bananas descascadas em pedaços de aproximadamente 4cm. Frite os pedaços até que estejam dourados em todos os lados

• coloque o arroz em um prato ou travessa para servir e derrame o molho de pasta de amendoim sobre ele. Decore com os pedaços de bananas e sirva ainda quente.


Feijão Apimentado com Óleo de Palma
Categoria: Acompanhamentos
Culinária: Angolana
Rendimento: 8 porções
Modo de Preparo:

Ingredientes:

• 3 colheres de sopa de pimenta calabresa
• 250ml de óleo de palma
• 1Kg de feijão
• sal à gosto

Preparo:

• deixe o feijão de molho de um dia para o outro

• retire o feijão da água e esfregue-os entre suas mãos, para retirada de qualquer casca que esteja presente nos grãos. Coloque-os em uma panela e cubra-os com água salgada. Cozinhe até que estejam macios (aproximadamente 1 hora e meia, dependendo da qualidade dos feijões)

• assim que estiverem cozidos, remova quase toda a água da panela e adicione o óleo de palma. Coloque sal à gosto e cozinhe até que o óleo de palma esteja bem aquecido. Adicione a pimenta calabresa e mexa bem, cozinhando por mais 2 minutos

• sirva como acompanhamento


Batata Doce Amassada com Jalapeño e Nozes
Categoria: Acompanhamentos
Culinária: Mexicana
Rendimento: 4 porções
Modo de Preparo:

Ingredientes:

• 2 batatas doces médias
• 50g de manteiga em barra ( deixar em temperatura ambiente antes de utilizar )
• 30g de manteiga derretida
• 30g de nozes
• 60ml de sumo de laranja
• 1 pimenta jalapeño grande, bem picada
• 1/2 colher de chá de folhas de coentro picadas
• sal á gosto

Preparo:

• pré-aqueça o forno à 180°C
• asse as batatas doces por aproximadamente 1 hora. Assim que estiverem macias, retire a casca e coloque numa tigela
• enquanto as batatas estiverem assando, coloque a jalapeño também no forno até que comece a soltar a pele, aproximadamente 20 minutos. Retire a pele, amasse e junte com a batata doce. Misture um pouco e coloque no recipiente de uma batedeira
• junte a manteiga em barra, o sumo de laranja e o coentro. Bata até obter uma mistura cremosa e macia. Coloque sal à gosto e transfira para uma forma de assar pequena
• espalhe a manteiga derretida e as nozes sobre a mistura e leve ao forno por 20 minutos
• sirva ainda quente


terça-feira, 31 de maio de 2011

É verdade que comida apimentada pode fazer mal para grávidas?

A pimenta não faz mal do ponto de vista de má-formação do bebê nem é abortiva, só que ela muda o pH do estômago e isso sim tem consequências ruins para a mulher, já que a gravidez em si causa modificações digestivas muitas vezes desagradáveis (como intestino mais lento, refluxo, azia).

Uma gestante que está passando superbem e não tem os sintomas descritos acima pode fazer um teste e ver se realmente não tem nenhum mal estar depois.

No final da gravidez, as hemorroidas são comuns, e podem ficar mais sensíveis e doloridas se você comer muita pimenta.

Agora, se você experimentar e não sentir nada de ruim, curta então sua pimentinha tranquila, porque, ao contrário do que diz a lenda, pimenta não desencadeia trabalho de parto.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pimentas - Tipos


Pimenta Americana

Pimenta Bhut Jolokia
A pimenta mais forte do mundo, segundo o Guiness Book. Ela atinge o grau máximo na escala scoville que mede a ardência das pimentas. É altamente recomendável que se use luvas no manuseio desta pimenta.


Pimenta Americana

Pimenta Americana ou Doce
Apresenta frutos alongados de cor verde intenso e brilhante. É uma pimenta de baixo aroma e pungência doce, utilizada no preparo de vários pratos da comida brasileira, muitas vezes substituindo o pimentão.

Pimenta Americana
Pimenta Branca
A pimenta branca é a pimenta do reino madura e seca que é descascada.
Bem menos picante do que a pimenta preta é encontrada em pó ou em sementes.
É utilizada em maioneses, peixes, molhos brancos, sopas claras e no tempero de saladas.
Pimenta Americana

Pimenta Cambuci ou Chapéu-de-Frade
Apresenta frutos verdes (imaturos) e vermelhos (maduros) na forma de campânula ou sino.
De pungência doce e aroma baixo é utilizada em saladas e cozidos.

Pimenta Americana
Pimenta Chili
Proveniente do México, é uma pimenta extremamente picante, utilizada no preparo de pratos mexicanos e italianos. Ideal para sopas, cremes, molhos cremosos e de tomate, frutos do mar, carnes, aves, vegetais e coquetéis.
Pimenta Americana
Pimenta Cumari
É uma pimenta pequeninha, muito picante, ligeiramente amarga e baixo aroma.
Nativa da mata brasileira, apresenta frutos arredondados ou ovalados, verde (imaturos) e vermelho (maduros). Encontra-se fresca ou em conserva.
Pimenta Americana

Pimenta Cumari-do-Pará
Similar à pimenta cumari, apresenta frutos arredondados ou ovalados, verde (imaturos) e amarelo (maduros). De pungência picante alto e aroma forte é utilizada principalmente em conservas.


Pimenta Americana

Pimenta Dedo-de-Moça
Apresenta frutos alongados de coloração verde (imaturo) e vermelho (maduro), pugência picante baixo e aroma baixo. Mais suave que a malagueta e ligeiramente mais picante que a jalapeno, é uma pimenta saborosa que pode ser encontrada líquida, fresca, em conserva ou desidratada na forma de flocos com sementes, recebendo no nome de pimenta calabresa.
É muito utilizada em molhos e uma grande variedade de pratos.


Pimenta Americana

Pimenta Habanero
Originária do Caribe e da Costa Norte do México, foi a primeira pimenta a ser cultivada pelos Maias. É utilizada fresca, seca ou em molhos. Tem um sabor muito forte que persiste na boca. As suas cores variam entre amarelo, laranja e vermelho.


Pimenta Americana

Pimenta Jalapeno
Originária do México, apresenta frutos cônicos de coloração verde claro a verde escuro quando imaturos e vermelho quando maduros. É consumida fresca, processada na forma de molho líquido, conservas, desidratada ou em pó.
Bastante popular no México e Estados Unidos seu nomo é uma homenagem à cidade de Jalapa, capital de Vera Cruz, no México. É utilizada em vários molhos para tacos, burritos e quando seca e defumada, é conhecida como chipotle.


Pimenta Americana

Pimenta Malagueta
Apresenta variedades com pugência de médio a alto e baixo aroma e frutos alongados verde (imaturos) e vermelho (maduros). É muito utilizada em molhos de pimentas, conservas, como condimento no preparo de peixes, carnes, em feijoadas e no acarajé.



Pimenta Americana
Pimenta-da-Jamaica
Semente aromática, nativa das Américas e do Oriente que se encontra em pó ou grãos. É pouco picante e ligeiramente adocicada. De coloração marrom, possui sabor e perfume que evocam a noz-moscada, o cravo e a canela. É utilizada em conservas de legumes, carnes de caça, frutos do mar, alguns patês, doces, tortas e pudins.

Pimenta Americana

Pimenta-de-Bode
Apresenta frutos verdes (imaturos), amarelo ou vermelho (maduros), arredondados ou achatados, tipo pitanga. Sua pugência é alta e seu aroma também. É utilizada como condimento no preparo de carnes, arroz, feijão, pamonha salgada e até em biscoitos de polvilho e quando maduros, principalmente em conservas.


Pimenta Americana

Pimenta-de-Cheiro
Apresenta frutos alongado, arredondado, triangular, campanulado e retangular. Seus frutos quando maduros variam desde o amarelo-leitoso, amarelo-forte, alaranjado, salmão, vermelho até preto quando maduros. Existem variedades com pugência doce, picante baixo e até picante alto. Seu aroma é alto, sendo bastante utilizada em saladas, como condimento para carnes, principalmente peixes.
Pimenta típica da culinária baiana e nordestina, sua presença é obrigatória em pratos como o xinxim de galinha e os bobós.


Pimenta Americana
Pimenta-do-Reino
A pimenta do reino é uma das especiarias mais antigas e mais utilizadas no mundo. Pequena e de formato arredondado, tem um sabor forte e levemente picante.
Originária das florestas equatoriais da Ásia, principalmente Índia, apresenta coloração verde (imaturas) e vermelha (maduras).
Seca ou conservada em salmoura, mantém a cor original dependendo do seu estágio de amadurecimento.
Quando fervidas e depois secas, tornam-se negras e por isso são também conhecidas como pimenta preta.
Pimenta Americana
Pimenta-do-Reino Verde
É a pimenta do reino colhida em seu estagio inicial de desenvolvimento, quando ainda está verde. E utilizada em pratos como o steak de filé mignon com poivre vert (pimenta verde em francês).
Pimenta Americana

Tabasco
Originária do Chile, é encontrada também na Louisiana, onde existe uma grande companhia de pimentas que leva seu nome e a tornou famosa. É uma pimenta saborosa e bastante picante.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Receitas Básicas com Pimentas

Pimenta no Vinagre

2 copos de vinagre branco de maçã ou arroz
colher de sopa de açúcar
1 colher de chá de sal pimentas selecionadas
Modo de preparo:
Faça uma calda com o vinagre, o sal e o açúcar levando esta mistura para ferver por 2 minutos. Faça o branqueamento das pimentas. Coloque as pimentas num vidro esterilizado e jogue a calda quente de vinagre por cima. Deixe esfriar. Conserve na geladeira.

Pimenta no Azeite

1 xícara de azeite de oliva extra virgem
1 dente de alho picado 6 gotas de suco de limão pimentas selecionadas
Modo de preparo:
Retire as sementes, as veias e o talo das pimentas Frite o alho no azeite até ficar levemente dourado. Cuidado para não queimar. Coloque as pimentas num vidro de conserva deixando um espaço livre de 2cm. Aqueça uma xícara de azeite a 300 graus C. Enfie o cabo de uma colher no meio das pimentas e abra um buraco. Despeje o azeite quente, lentamente, para evitar que o azeite suba. Complete o pote com azeite até atingir 0,5 cm da boca e tampe bem firme. Deixe esfriar naturalmente. Conserve na geladeira.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

- Vamos fazer molho de pimenta -

Ganhei de meu vizinho um bom punhado de pimenta dedo de moça. Nunca fiz molho de pimenta em casa.

Quando meu papai era vivo ele sempre fazia e me dava como mimo, pois sabia que eu adoro uma pimentinha na comida.

Bom já que papi se foi o jeito é fazer eu mesma.

E não é que ficou uma delícia ou ardidinha que só.

A receitinha peguei aqui.

Depois de feito segui o conselho da autora da receitinha e bati no processador uma parte a outra deixei inteira mesmo. Adoro comer em pedacinhos com feijão e arroz.




Molho de pimenta dedo de moça


100g de pimenta dedo de moça
5 dentes de alho
1 1/2 xícara de azeite de oliva

Lave e seque bem as pimentas. Retire OS talos. Corte cada pimenta em 3 ou 4 pedaços. Num fogo Brando esquente uma frigideira, preferívelmente de Ferro. Coloque OS dentes de alho ainda com a casca na frigideira. Abaixe o fogo e deixe o alho assar uns 3 minutos em cada lado. Adicione as pimentas. Misture deixando as pimentas pegar o calor sem queimar. Retire do fogo depois de 5 minutos. Retire OS dentes de alho e OS descasque. Numa panela pequena, esquente o azeite no fogo baixo. Não deixe o azeite queimar. Quando o azeite começar a soltar um fio de fumaça adicione o alho e as pimentas. Desligue o fogo e tampe a panela. Deixe a mistura esfriar.

Você pode usar o molho assim, ou você pode bater o molho num processador. Eu gosto de bater o molho somente um pouco para que as pimentas fiquem em pedaços menores e o azeite emulsifique um pouco com OS sucos DA pimenta e do alho. Tem gente que gosta de bater até virar um molho uniforme. Pessoalmente, acho mais interessante um molho com pedaços.

fonte aqui



Vovó Curiosa::..


PODERES CURATIVOS DA PIMENTA

A pimenta faz bem à saúde e seu consumo é essencial para quem tem enxaqueca. Essa afirmação pode cair como uma surpresa para muitas pessoas que, até hoje, acham que o condimento ardido deve ser evitado.

A pimenta traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas. Nada disso é verdade. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram justamente o oposto! Muitos dos benefícios da pimenta estão sendo investigados neste exato momento, pela comunidade científica e farmacêutica, originando alguns dos projetos de pesquisa mais picantes deste início de terceiro milênio.

A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatam

ente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde. No caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina. Na pimenta vermelha, é a capsaicina.

A pimenta-do-reino é uma frutinha do tamanho de uma mini-ervilha, que no início é verde, depois fica vermelha e finalmente preta. A árvore que lhe dá origem recebe o nome científico de Piper nigrum. A colheita se dá enquanto as frutas estão vermelhas. Em seguida elas amadurecem, secam e se transformam nos grãos de pimenta-do-reino preta que existem à venda. A pimenta-do-reino branca é obtida através da remoção da casca preta da fruta seca. Ambas retêm a piperina, porém a pimenta branca, embora tão picante quanto a preta, possui bem menos aroma.

A pimenta vermelha (que existe em vários tamanhos), assim como outras pimentas (ex: tabasco, habanero, jalapeño), são frutos de árvores do gênero Capsicum, que possui origem na palavra grega kaptos, que significa morder. Afinal, quando colocamos uma dessas pimentas na boca, até parece que elas mordem, de tão ardidas que são.

As substâncias capsaicina e piperina ardem, mas são estudadas justamente pelas propriedades antidor que possuem!

Surpresa! Elas provocam a liberação de endorfinas - verdadeiras morfinas internas, analgésicos naturais extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica! O mecanismo é simples: Assim que você ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina ativam receptores sensíveis na língua e na boca. Esses receptores transmitem ao cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria pegando fogo. Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo: você começa a salivar, sua face transpira e seu nariz fica úmido, tudo isso no intuito de refrescá-lo. Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação que sua boca estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas, que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar, uma euforia, um tipo de barato, um estado alterado de consciência muito agradável, causado pelo verdadeiro banho de morfina interna do cérebro. E tudo isso sem nenhuma gota de álcool! Quanto mais ardida a pimenta, mais endorfina é produzida! E quanto mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca.

E tem mais: as substâncias picantes das pimentas (capsaicina e piperina) melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Possuem efeito carminativo (antiflatulência). Estimulam a circulação no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente.

Existem cada vez mais estudos demonstrando a potente ação antioxidante (antienvelhecimento) da capsaicina e piperina.

Pesquisas têm demonstrado potentes propriedades antiinflamatórias das pimentas. Um artigo publicado em março de 2003, na revista científica Cell Signalling (volume 15, número 6, páginas 299 a 306), conclui que as substâncias ativas da pimenta são candidatas promissoras para o alívio de doenças inflamatórias.

É importante lembrar que a enxaqueca compreende um estado inflamatório, na sua fase de dor.

A renomada British Journal of Anaesthesia publicou, em junho deste ano (2003), o trabalho, realizado no Instituto de Medicina Interna e Terapêutica da Universidade de Florença, mostrando o efeito benéfico de aplicações intranasais repetitivas de capsaicina no tratamento de enxaqueca crônica (volume 90, número 6, página 812).

A pimenta possui até propriedades anticâncer. Um editorial do renomado Jornal do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, publicado em 4 de setembro de 2002 (Volume 94, número 17, páginas 1263 a 1265), mostra que a capsaicina da pimenta vermelha é mais do que um simples tempero: ela faz com que células tumorais cometam suicídio!

Por isso, a dica deste mês é: o que você está esperando para apimentar a sua vida?

A pimenta-do-reino preta possui uma fragrância intensa, frutada, com tonalidades amadeiradas e cítricas. O paladar é picante e quente, com um retrogosto penetrante. Já a pimenta branca é menos aromática, podendo apresentar tonalidades de musgo. O paladar é tão picante quanto o da pimenta preta. Tirando o picante, não sobra nenhuma outra característica de paladar. A pimenta não é doce, nem salgada. Porém, quando utilizada em quantidades moderadas e balanceadas, tende a realçar o sabor dos alimentos e de outros temperos. Polvilhe um pouco no peixe ou na carne antes de grelhá-la ou assá-la. Você pode até experimentar comer frutas temperadas com pimenta-do-reino! Experimente combiná-la com outros temperos, como manjericão, cardamomo, canela, cravo, coco, coentro, alho, gengibre, noz-moscada, salsinha, alecrim, tomilho, açafrão... ela combina com quase todos os tipos de comida. Mas lembre-se: utilize-a sempre de maneira muito judiciosa, pois é bem picante!

A pimenta malagueta, a pimenta dedo-de-moça, assim como outras variedades de cores diferentes mas de formato similar, podem variar muito no grau de ardência na boca. Podem ser consumidas frescas ou secas e moídas. Constituem excelentes fontes de vitaminas A e C, e também combinam com praticamente tudo.

Minha esposa e eu somos verdadeiros colecionadores de pimentas. Estamos sempre correndo atrás de variedades diferentes, para temperar nossos pratos... pimenta-da-jamaica, pimenta rosa, pimenta jalapeño, serrano, habanero, ancho, tabasco, pimenta tailandesa, coreana, páprica húngara, espanhola, dos Bálcãs, marroquina, portuguesa...

A pimenta é o nome comum dado a vários tipos de condimentos culinários de sabor picante. Entre estes destacam-se

  • as sementes de plantas da família Piperaceae, das quais se destacam as do género Piper, no qual se inclui a planta que dá origem à pimenta-do-reino como é conhecida no Brasil, pimenta-preta em Portugal e pimenta-redonda em Moçambique. Diferentes maturações e colheita dos grãos oriundos desta planta, Piper nigrum, dão origem à pimenta-verde, à pimenta-branca e à pimenta-preta.
  • O género Capsicum, da família Solanaceae, compreende por volta de 27 espécies conhecidas. A estas plantas, está associada a escala de Scoville, que mede o grau de picante, também chamado de ardência e pungência[1][2]. Entre os frutos de plantas deste género, destacam-se, pelo seu uso: o pimentão (português brasileiro) ou pimento (português europeu) que não é picante, a pimenta-malagueta (que em Portugal e em Moçambique é também conhecida como piri-piri no caso de frutos de menores dimensões e por vezes secos), a pimenta-de-caiena (nome dado à especiaria resultante de uma variedade de paprica seca e feita em pó), a pimenta-calabresa (conhecida no Brasil como pimenta dedo-de-moça ou chifre-de-veado, esta última associada a frutos de maiores dimensões e coloração mais intensa). A maioria destas espécies é ligeiramente tóxica, causando sudorese e hipertensão em altas doses.
  • A aroeira, também conhecida como aroeira-mansa ou aroeira-vermelha, é uma planta relacionada com o caju, das espécies Schinus molle e S. terebinthifolius, da família Anacardiaceae.
  • A pimenta-szechuan é produzida por uma planta da família Rutaceae, espécie Zanthoxylum piperitum.
  • A família Myrtaceae contém várias espécies de pimentas de usos variados. A pimenta-da-jamaica, por exemplo, é o fruto da Pimenta dioica que, devido ao seu sabor que pode lembrar o cravo, a canela e a noz-moscada, é conhecida também como pimenta all spice.
  • A bhut jolokia, considerada a mais ardida entre as pimentas, atinge 1 milhão Scoville e a red savina, 577 mil[1].
  • Pimenta no Brasil

    Uma das principais características culturais das tribos indígenas que habitavam as terras brasileiras na época do descobrimento era o cultivo de pimentas. Após o descobrimento, as sementes e frutos de pimentas passaram a ser cada vez mais cultivados e disseminados entre vários povos e utilizados de diversas formas.

    A "capital nacional da pimenta", como é conhecido o município de Turuçu no Rio Grande do Sul[3], começou a cultivá-la no final do século XIX. Tal informação pode ser comprovada pelos depoimentos dos produtores da região, muitos deles já de idade elevada, tendo passado dos sessenta anos de idade, que relembram a cultura do cultivo, passada a eles por seus pais.

    Em Minas Gerais, é muito empregada a pimenta-biquinho, a Capsicum chinense, onde também há mais cultivo da variedade. É utilizada em molhos e temperos[1].

    A variedade dedo-de-moça (Capsicum baccatum), uma das mais cultivadas, é originária do Brasil[1].

    A Capsicum frutescens, popularmente conhecida como pimenta-malagueta, é originária da Amazônia e é cultivada sobretudo em Minas Gerais, Goiás e Bahia[1].

    Benefícios à saúde

    A pimenta faz bem à saúde e seu consumo é benéfico para quem tem enxaqueca. A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é a capsaicina, a qual também possui propriedades benéficas à saúde. Ela provoca a liberação de endorfinas, substâncias que provocam uma sensação de bem-estar. As substâncias picantes das pimentas melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Possuem efeito antiflatulência. Favorecem a cicatrização de feridas. Existem estudos que demonstram que a pimenta é um potente antioxidante (antienvelhecimento) e anti-inflamatório. A pimenta possui propriedades anticâncer.[4]